domingo, 2 de setembro de 2012

Tablets impulsionam gastos em TI em educação


                           Tablets impulsionam gastos em TI em educação
Arquivado em Educação a Distância , Tecnologias , Tecnologias EAD 6 Comentários
A área de Educação é uma das mais promissoras para o setor de Tecnologia da Informação, revela pesquisa feita pela Frost & Sullivan no mercado nacional. De acordo com o levantamento, o segmento vem sendo impulsionado pelo aumento do número de instituições de ensino, programas de inclusão social, nos quais permitem que pessoas com menor poder aquisitivo possam ter acesso à universidades, além do crescimento da oferta de educação a distância.
Instituições de ensino, reporta o estudo da consultoria, estão cada vez mais utilizando tecnologias para preparar melhor seus professores e estudantes, além de fazer uma gestão planejada com a ajuda de softwares específicos. Essas ações têm atraído a atenção de diversas empresas que visam aproveitar as oportunidades latentes no mercado.
Neste sentido, há no setor um movimento não apenas de consolidação de empresas focadas especificamente em educação, como a Moodle e Blackboard, mas também de entrada de empresas de TI, como Microsoft e Google. No estudo foram também realizadas entrevistas com colégios e universidades para compreender o grau de adoção de determinadas tecnologias no setor e prioridades de investimento em TI.
Segundo os resultados obtidos, uma das tecnologias que merece destaque são os tablets, que já foram adotados por 27% dos entrevistados, enquanto 36% disseram que pretendem adotar esse dispositivo nos próximos 2 anos.
Tais números evidenciam o reconhecimento dos tablets como uma importante ferramenta de ensino, principalmente no que diz respeito à interatividade, acesso a conteúdo e economia de papel. Outra tecnologia que, segundo o estudo, tende a crescer nos próximos anos é a educação à distância, a qual deve ser adotada por 18% dos respondentes nos próximos anos.
Ainda de acordo com o levantamento, 50% das instituições entrevistadas afirmaram que possuem um área de TI dentro de suas instituições e somente 9% afirmaram que não possuem uma área de TI. Isso reflete a importância que Tecnologia da Informação tem na educação, de modo a impulsionar esse setor.
“O Brasil está dando importantes passos para cada vez mais melhorar seu ensino, através de práticas como adoção de educação a distância, além de adotar tecnologias que ajudam os professores a desenvolverem aulas mais interativas para seus alunos. Essas são ferramentas a mais para aprimorar a qualidade de ensino oferecido, porém ainda existem diversas barreiras que o país precisa atravessar para que possa ser considerado uma referência na educação”, conclui Maurício Chede, analista da Frost&Sullivan.

¿Qué es “educación a distancia” (EaD)?

En nuestro anterior post ‘Educación a distancia’, o qué‘ realizábamos un breve recorrido por las diversas denominaciones que ha venido ostentando esta modalidad educativa. La verdad es que todas ellas tenían su justificación según latitudes, épocas, instituciones, legislaciones, etc. Parece que esa cosa de la “EaD” puede ser, por tanto, polisémica porque cada una de esas diferentes maneras de denominar a este fenómeno pretendían poner de manifiesto determinados enfoques o, quizás, sólo matices. Cada uno de esos términos ha tratado de identificar tendencias, ideologías, sustratos identitarios, contextos, sentidos, proyectos sociales, institucionales o académicos, etc. En realidad cuando se utiliza cualesquiera de ellos se está pretendiendo ahorrar descripciones.
Pero esa diversificación, esos disensos a la hora de delimitar una idea, han venido dificultando acuerdos más genéricos sobre cómo mejor denominar a esta forma no presencial de enseñar y aprender. Nos vamos a quedar con lo que ya explicaba en la citada anterior entrada, con la aceptación y acuerdo por parte de ICDE (International Council for Open and Distance Education) de la denominación de “Educación a Distancia” como identificadora de todas estas prácticas, formulaciones y propuestas no presenciales. Pero no olvidemos que ese acuerdo data de 1982.

Ya hace tiempo, 26 años nada menos (1986), escribía sobre el particular en uno de mis primeros libros “Educación superior a distancia. Análisis de su eficacia” (236 pp.). En este libro ya recopilaban una serie de definiciones y teorías sobre la EaD que, posteriormente, se han ido clonando sistemáticamente en posteriores publicaciones en español. Se concluía con una definición propia de la modalidad que, al hilo de todas las definiciones repasadas, la consideré entonces como un “sistema tecnológico de comunicación masiva y bidireccional que sustituye la interacción personal en el aula de profesor y alumno como medio preferente de enseñanza, por la acción sistemática y conjunta de diversos recursos didácticos y el apoyo de una organización tutorial, que propician el aprendizaje autónomo de los estudiantes”. Un año después (1987) publicábamos un trabajo titulado “Hacia una definición de educación a distancia” que está online y que pueden ustedes consultar (es breve) AQUÍ.

Ese trabajo se fue completando en sucesivas publicaciones, una de ellas unos años después, en 1994, en el libro “Educación a distancia hoy” que desde hace pocos meses puede consultarse también en línea, sus 642 páginas, íntegramente, AQUÍ.
Unos últimos matices introduje en el libro de 2001 “La educación a distancia. De la teoría a la práctica” (329 pp.). De éste último, tomo algunas de las ideas siguientes, con matices actuales. ¿Cómo ofrecer una definición de EaD más breve que la anterior, yendo al mínimo denominador común? Pues si quisiéramos sintetizar mucho, mucho. Si quisiéramos llevar al mínimo el número de características más relevantes de estos procesos, señalaríamos las siguientes como necesarias y suficientes para que consideremos a un curso, programa o institución como de educación a distancia:
a) La casi permanente separación del profesor/formador y alumno/participante en el espacio y en el tiempo, haciendo la salvedad de que en esta última variable, puede producirse también interacción síncrona.
b) El estudio independiente en el que el alumno controla tiempo, espacio, determinados ritmos de estudio y, en algunos casos, itinerarios, actividades, tiempo de evaluaciones, etc. Rasgo que puede complementarse –aunque no como necesario- con las posibilidades de interacción en encuentros presenciales o electrónicos que brindan oportunidades para la socialización y el aprendizaje colaborativo.

c) La comunicación mediada multidireccional entre profesor/formador y estudiante, y de éstos entre sí a través de diferentes recursos tecnológicos.
d) El soporte de una organización/institución que planifica, diseña, produce materiales (por sí misma o por encargo) y realiza el seguimiento, motivación y evaluación del proceso de aprendizaje a través de la tutoría. 
Con esas características podríamos avanzar una definición breve pero que podría ser válida en numerosos contextos: La educación a distancia se basa en un diálogo didáctico mediado entre el profesor (institución) y el estudiante que, ubicado en espacio diferente al de aquél, puede aprender de forma independiente y también colaborativa.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012


¿Aprendizaje móvil o ubicuo? A la hora de elegir palabra no es tan importante.

Felicitaciones
Miguel Zapata
El que vale es esta nueva educación que está presente a un mismo tiempo en todas las partes, o sea, es omnipresente. Pienso que está es  la acción educativa eficaz para los tiempos de hoy.
Muchas gracias por sus publicaciones. siempre acrecenta conocimiento a nuestras vidas.
Rosa Desde São Paulo, Brasil
http://www.educacaoadistancia.blog.br/evasao-e-o-maior-problema-do-ensino-a-distancia/comment-page-1/#comment-26254

Evasão é o maior problema do Ensino a Distância

A evasão dos estudantes é o maior obstáculo para o EAD (Ensino a Distância), segundo instituições que ofertam cursos nesta modalidade. O resultado foi obtido pelo Censo EAD.br 2010, o último divulgado pela Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância). Pela metodologia, foram considerados alunos evadidos os que não iniciaram os cursos na modalidade a distância ou os que abandonaram de uma forma ou outra.
A seguir, em segundo lugar como fator mais desafiador, está a resistência dos educadores à modalidade. Em terceiro aparecem as dificuldades de adaptação da educação presencial para EAD e, em quarto, a resistência dos alunos ao novo formato.
As causas de evasão mais apontadas pelas instituições foram falta de tempo do aluno para estudar e participar do curso, acúmulo de atividades no trabalho e a dificuldades de se adaptar à metodologia.
Segundo João Vianney, consultor em ensino a distância, o primeiro semestre é o principal período de evasão de alunos no EAD. “Uma parte não se adapta à rotina de estudos individuais que a modalidade exige e acaba desistindo. Isso acontece porque ainda há o imaginário de que é possível aprender sem esforço no EAD, o que não é verdade. Os alunos têm de dedicar entre 12 a 15 horas estudos semanais para aprender, pois o conteúdo é equivalente ao que se ensina em uma faculdade presencial”.
Foi o caso de Luiza Caires, 30, jornalista que se inscreveu no curso de licenciatura em Ciências da USP/Univesp no início desse ano, como uma segunda graduação. “Apesar de o curso ser a distância, era necessário ter mais dedicação do que no presencial. O curso previa duas horas para uma atividade, mas, na verdade, eu levava seis horas para terminar. Como eu já trabalho, não tinha tempo suficiente para me dedicar”.
Mesmo sem conseguir se adaptar à rotina da licenciatura, Luiza afirma que vai insistir na modalidade EAD. “Vou tentar fazer cursos livres de literatura e de história, que estão sendo oferecidos pelas universidades norte-americanas”.

Mais evasão em cursos públicos

O Censo EAD.br 2010 indica que as taxas de evasão são maiores nas instituições públicas do que nas privadas: dentre os autorizados, a média de evasão é de 22,1% nas públicas ante a 15,8% nas particulares. Para cursos livres, que compreendem cursos de língua, extensão, entre outros, as taxas de evasão são de 30,9% nos públicos, e de 20,0% nos particulares.
Na Unopar (Universidade Norte do Paraná), instituição com mais matrículas no ensino superior a distância segundo o Censo de Educação Superior 2010, o índice de evasão está entre 10% e 13% no EAD; no presencial é superior a 13%.
“Esse índice pequeno se deve ao modelo que utilizamos, em que o aluno tem de ir ao polo pelo menos uma vez por semana para participar de atividades em grupo com os colegas, acompanhado de um tutor presencial. Isso faz com que os estudantes criem laços sociais e permaneçam estudando”, acredita Elisa Maria de Assis, diretora de EAD da instituição.
A diretora de EAD da UVA (Universidade Veiga de Almeida), no Rio de Janeiro, Jucimara Roesler, afirma que os índices de evasão do ensino presencial e do EAD são equivalentes. “A taxa de evasão média [em sua instituição] é de 18% nos cursos de EAD. No ensino presencial, ela está entre 18% a 20%”, aponta.
Vianney confirma a tendência apontada nas duas instituições. “Na Unisul Virtual, por exemplo, a taxa de perda de alunos na educação a distância é menor do que nos mesmos cursos da educação presencial. Tudo é uma questão do modelo criado pela instituição e da atenção dedicada ao estudante”.
O consultor aponta, porém, que isso não é uma regra. “Em instituições que oferecem programas de apoio e de acolhimento aos estudantes, a taxa de evasão no primeiro semestre costuma ficar entre 10% e 15%. Mas sem essas iniciativas, a perda na primeira fase pode passar de 25% do total de matriculados. Em um ciclo de quatro ou cinco anos, no ensino presencial a taxa de perda média no mercado fica ao redor de 45% a 50%. Na educação a distância esta mesma taxa pode chegar a 70%. Mas, tudo depende da qualidade de atendimento pedagógico que a instituição oferece”.
Fonte: uol
20-08-2012
22:56
#31 Rosa A. S. Velazco Identicon Icon Rosa A. S. Velazco :
É lamentavel a altíssima taxa de evasão do alunos en EaD, e principalmente saber
que há tanta resistência dos profissionais da educação para esta modalidade de ensino, só temos a ganhar com isso, pois nosso país é gigantesco em extensão.
A facilidade de poder fazer o seu horario de estudo sem ter que se locomover, certamente abriu um novo marco à educação, e a questão da evasão nos cursos presenciais e semipresenciais tambem ocorre e numa taxa muito elevada, principalmente no 1º semestre.
Aos novos estudantes compete ter mais disciplina e dedicação para seguir em frente.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Mestrados formam professores em tecnologia

Arquivado em Educação a Distância , Notícias , Tecnologias , Tecnologias EAD 

 No Brasil, quem é especialista em educação e comunicação é conhecido por educomunicador. Mas quando a relação é educação e informática? Em alguns países da América Latina, os profissionais desta área já têm nome, são chamados de edumáticos. Se por aqui o termo ainda não é usado, mestrados nas nações vizinhas já estão formando profissionais em edumática, professores capazes de desenvolver metodologias inovadoras no ensino a partir do uso de novas tecnologias.
No Peru, o mestrado educação, edumática e docência universitária é oferecido na Universidade Tecnológica do Peru, na capital, Lima – a única especialização em educação, entre cursos predominantemente das áreas de engenharia, administração e tecnologia. De acordo com informações do site da universidade, a intenção da pós em edumática é formar professores universitários que possam inovar na educação, utilizando e incorporando novas tecnologias para melhorar a qualidade de ensino no país.
O que ainda é uma novidade entre os cursos de pedagogia da América Latina que, muitas vezes, capacitam os professores para operar as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), mas não os preparam para criar e transformar suas aulas por meio do uso de tecnologia. “É preciso ajudar os professores a desenvolver novas práticas educativas que não estão centradas na tecnologia, mas no processo de aprendizado do aluno usando tecnologia. Existe pouca experiência, um bom exemplo é o que faz a Universidade Tecnológica do Peru, que é focada em tecnologia e se abriu para a pedagogia”, avalia Eugenio Severin, reconhecido especialista em tecnologia e educação, ex-consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em TIC na educação para a América Latina.
As aulas do mestrado são presenciais e virtuais – realizadas através de plataformas online. O plano de estudos inclui temas teóricos como pedagogia e teoria de aprendizagem na educação superior e gestão e inovação educativa. Já os conteúdos práticos vão desde como fazer a integração de plataformas virtuais na sala de aula (e-learning e blended learning) e de edumática, trabalhando planejamento e criação de materiais educativos multimídia.
Segundo a coordenação do curso, os especialistas desta área podem atuar como professores acadêmicos, analistas, consultores de projetos relacionados à educação e tecnológica ou ainda na criação de cursos e currículos para diferentes institutos de ensino.
México
O México é outro país que oferece uma pós com o mesmo formato. Na cidade de Cuernavaca – a 87 km da Cidade de México, capital do país –, a Universidade Internacional, há quatro anos, forma mestres em Educação e Tecnologia Educativa.
Durante o mestrado, que dura dois anos, os estudantes aprendem a criar, planejar e gerir portais educativos, a usar de forma didática a internet e a aplicar as TIC como instrumentos de ensino
Os estudantes podem seguir três linhas diferentes de formação. A primeira delas é o docente e seu desenvolvimento, que foca na atualização e formação do professor. Uma segunda formação é voltada à avaliação e criação de modelos e programas de ensino desde a educação básica ao ensino superior. Uma terceira avalia como inovar nos diferentes cenários educativos.
Durante o mestrado, que dura dois anos, os estudantes aprendem a criar, planejar e gerir portais educativos, a usar de forma didática a internet e a aplicar as TIC como instrumentos de ensino. Os mestrandos desenvolvem projetos digitais colaborativos e aprendem a criar programas educativos baseados em aplicativos de web. Eles também adquirem conceitos sobre a evolução dos programas educativos, a avaliação de modelos de tecnologia atuais e quais são os modelos de ensino no século 21.
Colômbia e Argentina
Ainda na América Latina, a Colômbia também oferece formação em tecnologia educativa em duas universidades. Na Universidade Autônoma da Colômbia, em Bogotá, a especialização em edumática dura um ano e é dirigida a graduados em qualquer área, professores ou não, desde que vinculados ao sistema educativo público ou privado do país. A exigência não se aplica à Universidade Católica de Pereira, na cidade de Risaralda, onde a especialização de mesmo nome dura dois semestres.
Outro país do continente que oferece cursos na área é a Argentina. Na Universidade Tecnológica Nacional, em Córdoba, professores graduados ou profissionais formados em cursos ligados à tecnologia – como análises de sistemas ou técnico em eletrônica e química – podem se especializar em licenciatura em tecnologia educativa.
Fonte: IG
Acessado em 14/08/2012 http://www.blogger.com/blogger.g?
?Qué es Moodle?
Modle es un paquete de software para la creación de cursos y sitios Web basados en Internet. Es un proyecto en desarrollo diseñado para dar soporte a un marco de educación social constructivista. Moodle se distribuye gratuitamente como Software libre (Open Source) (bajo la Licencia Pública GNU). Básicamente esto significa que Moodle tiene derechos de autor (copyright), pero que usted tiene algunas libertades. Puede copiar, usar y modificar  Moodle siempre que acepte: proporcionar el código fuente a otros, no modificar o eliminar la licencia original y los derechos de autor, y aplicar esta misma licencia a cualquier trabajo derivado de él. Lea la licencia para más detalles y contacte con el dueño de los derechos de autor directamente si tiene alguna pregunta. La palabra Moodle era al principio un acrónimo de Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment (Entorno de Aprendizaje Dinámico Orientado a Objetos y Modular), lo que resulta fundamentalmente útil para programadores y teóricos de la educación. Todo el que usa Moodle es un Moodler.                                                                                           LMS:  (Sistema de gestión de aprendizaje) es un software que automatiza la administración de acciones de formación. Un LMS registra usuarios, organiza los diferentes cursos en un catálogo, almacena datos sobre los usuarios, también provee informes para la gestión. Suministra al instructor un mecanismo para crear y distribuir contenido, monitorear la participación de los estudiantes y evaluar su desempeño. También suelen ofrecer a los estudiantes el uso de mecanismos de interacción como foros de discusión, videoconferencias o servicios de mensajería instantánea. Un LMS generalmente no incluye posibilidades de autoría (Crear sus propios contenidos), se centra en gestionar contenidos creados por gran variedad de fuentes diferentes.
Fonte: http://www.uned.es/catedraunesco-ead/    


 
Plataformas online são tendência no ensino em países estrangeiros
É possível que, no futuro, escolas e universidades sejam deslocadas para uma grande sala de aula na web? O investimento de prestigiadas universidades americanas no sistema de ensino a distância aponta que o método está ganhando cada vez mais espaço no meio acadêmico. Recentemente, gigantes do ensino superior nos Estados Unidos têm aprimorado iniciativas que remontam a projetos como a Khan Academy, site criado em 2006 que disponibiliza videoaulas educativas gratuitamente.
Hoje, mesmo quem não está matriculado em grandes centros universitários tem acesso ao conteúdo das aulas presenciais e pode participar de fóruns online, interagindo com outros estudantes e com professores, a custo zero. A proposta interativa é a base de novas plataformas como o edX, uma parceria entre a Universidade de Harvard, o Massachussetts Institute of Technology (MIT) e o Coursera, do qual participam cinco universidades americanas.
Oferecendo cursos de centros como Princeton e a Universidade da Califórnia em Berkeley, o Coursera teve início no segundo semestre de 2011, quando o departamento de Ciências da Computação da Universidade de Stanford lançou sua plataforma de ensino online. O oferecimento gratuito de apenas dois cursos da instituição levou cerca de 200 mil estudantes do mundo todo a se inscreverem. Segundo Daphne Koller e Andrew Ng, fundadores do Coursera, foi possível perceber no grupo o desejo por experiências educacionais acessíveis e de qualidade e que pudessem capacitar as pessoas a melhorar suas vidas e a de suas comunidades.
A partir de então, o interesse dos estudantes decolou, e foram adicionados novos cursos, que vão desde algoritmos até mitologia grega e romana, oferecidos também por outras instituições conceituadas. Segundo os fundadores, a proposta do Coursera foi muito bem recebida por grandes universidades. O projeto conta com um investimento de US$ 16 milhões (aproximadamente R$ 32 milhões) de empresas do Vale do Silício.
Os cursos oferecidos no site consistem em videoaulas de dez a 15 minutos, disponibilizadas aos poucos (o calendário com as datas de lançamento das aulas está disponível na página de cada curso). As lições são complementadas por meio de testes e exercícios formulados com base em princípios pedagógicos que visam a garantir máxima apreensão e retenção do conteúdo – como o método de domínio da aprendizagem (mastery learning), que permite a cada estudante aprender em seu próprio ritmo. Há, ainda, fóruns interativos onde os estudantes podem trocar ideias com outros alunos e receber feedback dos professores, monitorando seu progresso. O elemento social-interativo é o que diferencia o Coursera de iniciativas como a Khan Academy e os consórcios Open Course Ware – esta última adotada no Brasil por instituições como a Unicamp. Nesse tipo de plataforma, o conteúdo acadêmico disponibilizado gratuitamente em vídeo não é complementado com a assistência dos professores.
Conteúdo, não formação
Os termos do site esclarecem que a intenção do Coursera não é a de substituir o ensino formal: os cursos oferecidos não rendem créditos universitários aos estudantes, e apenas alguns podem emitir certificados de participação, conforme o desempenho do aluno.
Porém, resta o debate sobre como essa nova abordagem irá repercutir no sistema de educação a distância em todo o mundo – somente no Brasil, 15% dos universitários estão matriculados em programas de ensino a distância, e as projeções do Ministério da Educação (MEC) é que o sistema atenda a mais de 600 mil alunos até 2014. “O Coursera tem grande potencial. Certamente o oferecimento de conteúdos educacionais online é uma tendência irreversível que trará impactos na educação formal”, diz o professor Romero Tori, pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) e do Centro Universitário Senac e autor do livro Educação sem Distância – As Tecnologias Interativas na Redução de Distâncias em Ensino e Aprendizagem (ed. Senac).
Segundo ele, os pontos fortes desse tipo de iniciativa são a democratização no acesso ao conhecimento – que oferece oportunidades a pessoas de qualquer lugar ou faixa social que desejem aprender de forma autodidata – e a possibilidade dos professores de escolas formais utilizarem o material online como apoio aos cursos presenciais.
Contudo, Tori não crê que o modelo lançado pelo Coursera aponte para um futuro feito de escolas e universidades virtuais e afirma que a substituição dos cursos formais pelas aulas a distância é uma ideia reducionista. “Esses materiais online distribuídos de forma massificada oferecem conteúdos, não formação. Há muito tempo sabemos que os modelos ‘conteudistas’ e baseados em estímulo-resposta – que são justamente os modelos do Coursera, Khan Academy e outros – são ultrapassados. Não que conteúdos não sejam importantes: o erro está em se parar por aí. A boa educação vai além, com atividades que envolvem construção de conhecimento, aprendizagem por projetos, trabalhos em equipe, sempre supervisionados de perto por professores.”
Tori acredita que projetos como o Coursera podem auxiliar na redução da demanda por conteúdo em sala de aula, liberando tempo das aulas presenciais para atividades de construção do conhecimento, além de “desmascarar” profissionais cujo método de ensino é baseado na simples transmissão de conteúdo.
Para José Armando Valente, professor do departamento de Multimeios do Instituto de Artes da Unicamp, as próprias limitações existentes no ensino formal do País dificultam que as vantagens oferecidas por esse sistema, como as atividades de criação coletiva do conhecimento, sejam verificadas na prática. “Hoje, nas salas de aula, não existem tantas possibilidades como nos cursos a distância. Você expõe o conteúdo e o aluno não tem chances de aplicar tudo aquilo que ele está vendo”, diz o professor.
Citando o exemplo das aulas de cirurgia médica, o professor ressalta que o sistema não é totalmente adequado a disciplinas de caráter majoritariamente prático, mas diz que, em grande parte das matérias oferecidas atualmente nos cursos a distância, além do conteúdo, há a oportunidade de se desenvolver atividades mais vantajosas do ponto de vista prático por meio das ferramentas interativas do sistema. “É uma grande oportunidade para as pessoas exercitarem o conhecimento”, afirma.
Koller e Ng também acreditam que as possibilidades oferecidas pelo virtual podem dar origem a uma nova experiência potencialmente tão rica quanto as aulas tradicionais. Os cursos online, que até agora se baseavam principalmente em vídeos complementares às lições presenciais, têm grande potencial para criar novas experiências de aprendizagem que vão além das aulas tradicionais, defendem os fundadores do Coursera. Eles ressaltam que, em vez de simplesmente assistirem a uma aula, cada vez mais os estudantes podem acessar recursos online que inspiram novos modos de pensar, praticar e interagir com o material e as pessoas, contribuem para melhores resultados no aprendizado.
O projeto ainda está aperfeiçoando os métodos de ensino e atendimento ao aluno, mas as expectativas são de que dezenas de milhões de estudantes assistam às aulas nos próximos cinco anos, fazendo das plataformas online uma ferramenta de estudo não só dos estudantes americanos, mas do mundo inteiro.
Fonte: Terra